Fotos do pantanal brasileiro

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  • março 13, 2013
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Socó-boi no alagado, a caminho de Porto Jofre - No post: Passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Socó-boi no alagado, a caminho de Porto Jofre – Foto: Amandina Morbeck.

Fizemos dois passeios de barco no Pantanal Mato-grossense na cheia, nessa que foi minha segunda estada lá (veja o post introdutório ). Deixamos o lodge logo depois do café da manhã, pois tínhamos de nos deslocar até Porto Jofre (no fim da Transpantaneira, a 25 km dali), onde fica uma pequena marina de onde saímos no barco a motor.

Paisagem ao longo da Transpantaneira - No post: Passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Paisagem ao longo da Transpantaneira – Foto: Amandina Morbeck.

Pelo caminho, nos dois dias íamos parando para ver animais, fotografarmos, ouvirmos histórias que Eduardo Falcão contava e observarmos a paisagem. Numa das paradas no primeiro dia, pedi para ir na carroceria da caminhonete para ter uma visão melhor, além de ser mais divertido. Como o Eduardo dirigia bem devagar, era fantástico ver aves e pássaros voando baixo, passando perto, em bandos – como as revoada de periquitos – ou sozinhos.

Revoada de periquitos - No post: Passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Revoada de periquitos – Foto: Amandina Morbeck.

Na área que ele chama de alagado, onde tem uma casa abandonada, paramos para fotografar e ver um casal de corujas que responde ao som que ele emite, bem parecido ao delas. Ele contou que uma vez viu uma onça comendo uma vaca num dos quartos. Ele levou o maior susto e foi uma correria só de volta pro carro – dele e dos amigos que o acompanhavam.

Casa abandonada no alagado, onde encontramos esses pantaneiros - No post: Passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia- www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Casa abandonada no alagado, onde encontramos esses pantaneiros – Foto: Amandina Morbeck.

Há muitas histórias de onça por fotos lá e isso só aumentava minha vontade de ver uma. O que aconteceu justamente no primeiro passeio de barco. Vamos ao relato dos dois dias.

 

Passeio de barco no Rio Cuiabá – dia 1

Importante: se você não receber o seu, solicite ao guia um colete salva-vidas. Não faça atividade na água sem esse equipamento de segurança.

O guia no barco que nos levou nos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia pelos rios Cuiabá e Piqueri - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

O guia no barco que nos levou nos passeios pelos rios Cuiabá e Piqueri – Foto: Amandina Morbeck.

Chegamos a Porto Jofre e esperamos que o Eduardo arrumasse o barco para começarmos o passeio – e os mosquitos nos atacando. Mas assim que o barco começou a deslizar contra a correnteza, nos livramos dele. Com seu olhar pantaneiro treinadíssimo para avistar a vida selvagem da região, a todo momento o guia nos mostrava algo interessante, geralmente diminuindo a velocidade para termos tempo de fotografar.

Os lindos martins-pescadores são vistos em várias partes do rio durante os passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Os lindos martins-pescadores são vistos em várias partes do rio durante os passeios – Foto: Amandina Morbeck.

O rio estava cheio por causa das chuvas, trazendo muitos aguapés correnteza abaixo. De vez em quando era preciso parar um pouquinho para desenroscar alguns da hélice do motor. Como passaríamos o dia no rio, ele levou frutas e as marmitas com a sobra do jantar da noite anterior – e esqueceu a água e os refrigerantes (mas compramos no bar do camping para pescadores). Não há parada para almoço, que acontece no barco em movimento enquanto apreciamos a natureza. Quer restaurante melhor que esse?

Gavião-pescador, que vimos num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Gavião-pescador – Foto: Amandina Morbeck.

Já tínhamos visto muitos bichos e já eram umas 14h. Havíamos passado pelo encontro do Rio Cuiabá com o Rio São Lourenço e eu ficava brincando que tudo o queria era ver uma onça-pintada. O Eduardo respondia que era difícil com a cheia, mas nada era impossível e que ficássemos olhando as margens, principalmente quando tivesse um barranco que desse acesso à água.

Essa foi a primeira onça-pintada que vimos às margens do Rio Cuiabá num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Essa foi a primeira onça-pintada que vimos às margens do Rio Cuiabá – Foto: Amandina Morbeck.

De repente, ele começou a falar, afobadamente e em voz baixa que ela estava lá, apontando para a direita. Olhei para aquele lado e não conseguia ver nada, até que meu olhar se deu conta de que estava vendo a tão esperada onça-pintada. Que coisa mais linda! Primeiro apareceu uma, depois a outra. Fiquei tão fora do ponto que não consegui fotografar direito. Estávamos a uns 10 metros delas, que ficaram ali um pouquinho, nos olhando, e entraram de volta no mato. Víamos a vegetação balançar na margem, indicando que estavam andando, e resolvemos esperar.

Esperamos um pouco e apareceram a fêmea com dois filhotes num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Esperamos um pouco e apareceram a fêmea com dois filhotes – Foto: Amandina Morbeck.

Então, elas apareceram de novo – uma fêmea e dois filhotes de mais ou menos um ano e meio, o guia disse. Caminharam lentamente, parando de vez em quando. Vimos as cabeças. Depois, surgiram as três numa abertura da vegetação. Olharam para nós, pararam um pouquinho e depois continuaram seu caminho. De repente, fiquei superemocionada. Para mim, foi a coroação da visita, um desejo de longo tempo realizado de forma inesperada. Nem precisava ver mais nada, eu já estava mais que satisfeita. (rs) Ficamos ali por mais um tempo, na esperança de que voltariam, mas isso não aconteceu.

Garças descendo o Rio Cuiabá de carona nos igarapés, que vi num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Garças descendo o Rio Cuiabá de carona nos igarapés – Foto: Amandina Morbeck.

Continuamos a subir o rio e vimos outros bichos, como garças “pegando carona” nos igarapés correnteza abaixo, martim-pescadores, macacos, mas só queríamos falar das onças-pintadas. Voltamos no fim da tarde para o lodge e, antes do jantar, listamos tudo o que havíamos visto naquele dia: mais de 30 espécies, mas o avistamento das onças-pintadas dominou a conversa. Descarreguei as imagens no computador e ficamos admirando os bichos mais cobiçados – e temidos – do Pantanal.

Iguana na árvore, que vi num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Janaina Vieira.

Iguana – Foto: Janaina Vieira.

De volta ao chalé, fiquei pensando em tudo o que havia vivendo aquele dia, enquanto curtia os sons noturnos até cair no sono.

 

Passeio de barco no Rio Piqueri – dia 2

Importante: se você não receber o seu, solicite ao guia um colete salva-vidas. Não faça atividade na água sem esse equipamento de segurança.

No Rio Piqueri, onde navegamos num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

No Rio Piqueri – Foto: Amandina Morbeck.

O passeio de barco no Rio Piqueri foi mais longo. Saímos de Porto Jofre e subimos um pouco o Rio Cuiabá, que estava mais cheio que o dia anterior.

O belo biguatinga, que vi num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

O belo biguatinga – Foto: Amandina Morbeck.

Nesse trajeto, vimos menos vida selvagem que no dia anterior, mas foi divertido também. Almoçamos nossa “quentinha” no barco novamente e chegamos até uma pousada para pescadores, 41 km depois. Ali, não há nada de especial, mas é um ponto para descanso e pudemos usar os banheiros. O guia nos mostrou um tatu que sempre vem comer ali, mas não achei graça nenhuma. No Pantanal, o bonito é ver bicho solto na natureza.

Macaco-prego, que vi num dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Macaco-prego – Foto: Amandina Morbeck.

Depois de meia hora por ali, voltamos ao barco e descemos o rio em direção a Porto Jofre. Chegamos no meio da tarde e, a caminho do lodge, vimos uma sucuri de uns dois metros de comprimento espichada na Transpantaneira. Eu nunca havia visto uma ao vivo e em cores e lá fomos nós fotografá-la.

Sucuri de uns 2 metros de comprimento na Transpantaneira, que vimos na volta de um dos passeios de barco no pantanal mato-grossense na cheia - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

Sucuri de uns 2 metros de comprimento na Transpantaneira – Foto: Amandina Morbeck.

Famílias de capivaras também ocupam a Transpantaneira nessa época em que o trânsito de veículos é bem baixo, cavaleiros passam de vez em quando e ciclistas circulam por ela no fim da tarde, voltando para casa depois de um dia de trabalho em fazendas da região.

No fim da tarde, ciclistas circulam por partes da Transpantaneira a caminho de casa - www.viajandocomaman.com.br - Foto: Amandina Morbeck.

No fim da tarde, ciclistas circulam por partes da Transpantaneira a caminho de casa – Foto: Amandina Morbeck.

Antes do jantar, listamos o que havíamos visto aquele dia e concordamos que não faríamos passeio de barco no dia seguinte (veja como foi o terceiro dia em ). Estava relampejando bastante, com alguns trovões distantes. Aquela noite choveu muito e aproveitei para gravar os sons da noite com a chuva caindo. Refrescou bastante e dava para sentir o ar correndo pelas janela e porta teladas.

(Textos: Amandina Morbeck; fotos: Amandina Morbeck e Janaina Vieira)

Observação: Se tiver intenção de visitar esse lugar, confirme as informações na época de sua viagem, pois com o passar do tempo (desde a publicação deste post) muitas coisas podem mudar.

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